Francês - a história e evolução da língua francesa. Países que falam Francês, pronúncias, alfabeto, dicionários e tradução online.

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Francês

O Francês é uma língua romântica, pertencente à subfamília itálica que, por sua vez, pertence à família indo-européia. É falada por cerca de 265 milhões de pessoas na França, Bélgica, Luxemburgo, Canadá, Suiça, Itália, Estados Unidos, Líbano, Guiana Francesa, Madagascar, África norte-ocidental, ilhas no Oceano Índico, Haiti e outras ilhas caribenhas, Indochina e territórios franceses no Pacífico.

francês

A língua francesa descende do latim e seu primeiro registro data de 842 D.C., no Juramento de Strasbourg. Antes disso, o latim era a língua utilizada na literatura da Europa. Entre os séculos 10 e 11, a língua francesa aparecia em documentos e escritos religiosos, mas a literatura francesa só começou efetivamente no entre os séculos 12 e 13. O grande trabalho da literatura franesa foi 'Chanson de Roland' (Canção Roland), publicada por volta de 1200.

Os primeiros habitantes da França foram os gauleses, um povo celta. Com a conquista do território por Júlio César, no século I a.C., as tribos gaulesas abandonaram a língua celta e adotaram o idioma das legiões romanas, o ‘latim popular’. No século VII, o latim havia sofrido numerosas modificações devido à invasão dos povos bárbaros de origem germânica e à adoção de palavras gregas.

História da língua francesa

Panorama geral: das origens ao século XXI (principais referências)
Os primeiros habitantes da França foram os gauleses, um povo celta. Porém, o francês não é um prolongamento do gaulois, dado que essa língua do ramo celta, de tradição oral, não sobreviveu à conquista romana por Júlio César (50 a.C.) e à adoção do latim vulgar, trazida por soldados e mercadores, posteriormente influenciada pelas invasões bárbaras, e em particular pelos Francos.

O francês é uma língua indo-europeia, sim, mas também e sobretudo uma língua românica. A sua disseminação acompanha a do cristianismo, posteriormente à conversão de Clóvis I. Durante a alta Idade Média, começaram a evoluir duas línguas diferentes: a langue d'oïl, ao norte do rio Loire, e a langue d'oc, ao sul. De cada uma delas originaram-se vários dialetos. Os principais da última língua mencionada são o provençal, o gascão, o languedociano, o auvernês, o lemosino e o bearnês. Esta língua, utilizada por uma importante escola de poetas e trovadores, foi também chamada de provençal. Os dialetos da langue d'oïl receberam o nome das províncias setentrionais nas quais eram falados: frâncico, Île-de-France, região de Paris, normando, picardo (Picardia), pictavino (Poitou) e borgonhês. A consciencialização da sua existência torna-se evidente a partir do renascimento cultural do reinado de Carlos Magno (séc. IX d.C.), altura em que os falantes reconhecem finalmente não mais falarem latim, mas “outra coisa”. Vale ressaltar que, nas suas origens, o francês difere do português por ser um patois, isto é, um dialecto ou uma variedade regional (termo sem qualquer conotação desprestigiante, pelo menos em Linguística), que, por força do prestígio da Corte e da influência exercida na região parisiense da Île-de-France, em particular sob o reinado de François I (séc. XVI), se estendeu a todo o território francês, em detrimento de outras variedades ou dialectos. O francês moderno é a forma derivada diretamente do dialeto da Île-de-France.

Algum do seu prestígio deve-se, por outro lado, ao fato de coincidir precisamente com um dos momentos altos da literatura francesa – o Classicismo do séc. XVII – a fixação da língua francesa sob uma série de normas e de regras de caráter marcadamente gramatical e etimológico, consagradas na popular expressão le bon usage (du français), criado a partir do ideal de Vaugelas de bel usage. No início do século XVII, François de Malherbe triunfou ao definir uma norma exata para usar palavras francesas em suas obras poéticas e críticas. Um passo decisivo para a reforma foi a compilação do ‘Dicionário’ patrocinado pelo cardeal Richelieu no século XVII, na fundação da Académie Française (1635). Durante o reinado de Luís XIV, o idioma alcançou o ponto culminante de sua história, convertendo-se em língua internacional da Europa, sobretudo no âmbito diplomático e científico. Da mesma forma, a sua atual unidade está ligada à ideologia da Revolução Francesa (e em particular à aspiração de unidade sentida pela I República), cujo primeiro efeito foi o desencorajar de outros dialetos (ou patois), bem como à defesa da instrução pública obrigatória (séc. XIX), responsável pelo menos pela uniformização do francês escrito.

É importante salientar que o francês se caracteriza pela sua difusão colonial, isto é, por ter sido imposto em numerosos territórios, sobretudo fora da Europa, onde mantém hoje o caráter de língua oficial (Canadá, África, Ásia, Antilhas…). Desta disseminação nasceu a noção de francofonia, conceito que pretende abarcar todos os territórios e falantes de língua francesa.

Paradoxalmente, a divulgação de uma língua em escala mundial– e o francês não é exceção – tem normalmente por consequência a sua desintegração. Por outro lado ainda, é uma situação que favorece os contatos entre línguas. Aliado à globalização, aos movimentos migratórios e à influência dos meios, este fenômeno influencia as diferentes variedades da língua francesa, acelerando a sua evolução no séc. XXI.

mapa francês

Legenda:
Azul Escuro: Língua materna
Azul: Língua administrativa
Azul Claro: Segunda língua
Quadrado verde: Minoria francofônica

Civilização Francesa

A ideia de uma civilização francesa remonta ao processo de fusão entre as culturas romana e gaulesa durante a Antiguidade. Nessa época, a incursão dos povos germânicos no Império Romano do Ocidente foi responsável pela consolidação de uma série de práticas culturais e instituições políticas que definiram o nascimento de uma nova configuração na antiga região da Gália.

Na Idade Média, contrariando o forte processo de descentralização política da época, o reino dos Francos estabeleceu a mais influente monarquia de toda a Europa Medieval. Nesse período, as dinastias e imperadores deste reino contribuíram para o estabelecimento do cristianismo pela Europa. A associação entre Estado e Igreja foi uma prática que caracterizou o reino medieval franco.

A dissolução desta monarquia, ocorrida entre os séculos IX e X, fez com que o poder dos senhores feudais tivessem grande importância. Do ponto de vista histórico, o território francês foi um dos lugares onde as práticas feudais tiveram maior presença em toda a Europa. Não por acaso, o privilégio da classe nobiliárquica se estendeu durante muito tempo e ainda preservava alguns resquícios no século XIX.

Na Era Moderna, a formação das monarquias nacionais empreende uma série de guerras onde a organização de um Estado forte e centralizado começa a tomar força. A Guerra dos Cem Anos e os vários conflitos religiosos aparecem na construção de um governo francês limitado pela força do poder real. Ao fim, na chegada do século XVIII, a França viveria o auge e, logo depois, a crise do regime absolutista.

Estabelecendo a passagem da Idade Moderna à Contemporânea, os franceses viveram um processo revolucionário capaz de transformar a feição de meio mundo. A famosa Revolução Francesa instituiu ideais políticos que, apesar dos seus limites, abalaram a hegemonia monárquica europeia e, ao mesmo tempo, permitiram o desenvolvimento dos levantes que encerram a ordem colonial em terras americanas.

Durante um bom tempo, a França se tornou um sinônimo de vanguarda e experimentalismo que transformou a sua capital, Paris, na histórica Cidade Luz. A influência da cultura francesa alcançou tal ponto, que, nas primeiras décadas do século XX, a importação de seus modismos e costumes teve amplo espaço nos grandes centros urbanos brasileiros.

Alfabeto Francês

  • A - a - asa, vai, final;
    • Ai - é - algumas vezes ê - medo, pedra, pepe;
    • Au - ô - por,cor;
  • B - bê - bom, ambiente, abdicar;
  • C - çê ou ço - Casa, sabe;
  • D - dê ou do - dado, dani, duda;
  • E - é (som fraco, mudo) - pode, sabe;
    • É - ê - ter, Galês, mês;
    • È - ei, é - deve, pede;
  • F - éf - face, fado;
  • G - jê ou guê - ecológico, gado;
  • H - acr ou ê - hotel, hoje;
  • I - i - aqui, vida;
  • J - ji ou jê - já, jeca, jesus;
  • K - ka ou kê - casa, carro;
  • L - el ou lê - lado, revelar;
  • M - êm ou mê - mundo, meu, mais;
  • N - ên ou nê - Ana, navio;
  • O - ô - dor, pode;
    • œ - som de transição entre “ô” e “é”;
    • Ou - u - tudo, pulo;
  • P - pê ou Pô - pato, tapa;
  • Q - kú ou kô - que, porque;
  • R - ér ou rô - rato, carro (nunca como em /faria/irene);
  • S - éç ou çô - sábio, selva;
  • T - tê ou tô - tabua, tablete;
  • U - ü ou ů - Som de transição entre “u” e “i”;
  • V - vê ou vô - voto, vamos;
  • W - dublevê - (som de “u” ou “v”), Walter, Washington;
  • X - ikç - xícara, fixo;
  • Y - i grék - (som de “i”), índio, Ivete;
  • Z - zéd - zebra, azeite;

Pronúncia da Língua Francesa

Vogais

A E I O U Y, sozinhas ou em grupos, denotam sons vocálicos:

a: como no português "caso"
ai: mais frequentemente como em "terra"; ocasionalmente, conforme a região, pode ocorrer como em "mês"
au: como em "dor"
e: exceto nos casos abaixo, representa um som fraco, semelhante ao "a" em final de palavra em português (como em "porta")
é: como em "mês"
è, ei, e antes de dupla consoante: como em "terra"
eu: os lábios na posição de dizer "ô", tenta-se pronunciar o "e" fechado (ê em português); às vezes, como œ (ver abaixo)
i, y: como em "vida"
o: átono, tende a ser fechado, como em "dor"; tônico, aberto, como em "pote"
œ, oe: os lábios na posição de dizer "ô, tenta-se pronunciar o "e" aberto (é em português)
ou: como em "nuvem"
u: os lábios na posição de dizer "u", tenta-se dizer "i"
Notas: eu pode ser obtido mantendo-se o som de "ê" e fechando os lábios para a posição de "ô"; da mesma forma para oe e u.

Em diversas posições, e pode ser considerada como muda; assim, eau, ie e ue equivalem a au, i e u, respectivamente.

O acento circunflexo (^) aparece em situações em que, etimologicamente, a vogal seria seguida por um s: pâte pasta, ancêtre ancestral, abîme abismo, côte costa, goût gosto. De maneira geral, não altera o som de a, i e u; tende a deixar aberto (português "é") o som do e e fechado ("ô") o do o.

Nasais
Há três vogais nasais em francês. Uma delas equivale ao som de "manhã", outro ao de "ontem"; a terceira se produz pronunciando o som do português "é" nasalizado.

O primeiro se expressa por an, en, un, um: France, entre, commun, parfum.

O segundo aparece em palavras com on e om: son, ombre.

O terceiro se escreve in, ain, ein: vin, châtain, frein.

Ditongos e hiatos
ay é um ditongo: se pronuncia como em "Jacareí"
oi é um ditongo: se pronuncia como em "juá"
oy é foneticamente um tritongo: se pronuncia como em "Paraguai"
Os hiatos são marcados ou pela interposição de um h (p. ex. trahison) ou pelo uso do trema, un tréma, sobre a segunda vogal (p. ex. haïr)

Consoantes
Pronunciam-se como em português b, c, d, f, g, j, m, n, s, v, z.

h: isolado, nunca se pronuncia; entretanto, em palavras de origem germânica, como honte "vergonha", diz-se aspirado. Neste caso, não contrai com artigo ou preposição e pronuncia-se separadamente. Temos, portanto, l'heure, mas la honte.
k e qu: sempre como o "c" em "casa".
l: sempre pronunciado como "l", nunca como um "u" semivocálico; Brésil diz-se [bRe'zil], não [bRe'ziw].
p: como em português, exceto no dígrafo ph=f.
r: sempre forte como em "rua" ou "barro", nunca como em "caro".
t: tem som de s em algumas situações, especialmente na terminação -tion, equivalente a -ção.
w: segue a pronúncia da língua de origem, geralmente inglesa (como em whisky, [wis'ki]) ou alemã (como em wagon, [va'gõ]).
x: sempre como "ks" ou "gz" (taxi, xenophobe)
A pronúncia de c, g e s varia em francês de acordo com a posição na palavra da mesma forma que em português. Os dígrafos ch e ss são pronunciados como em português; o francês gn pronuncia-se como o português nh.

Consoantes dobradas têm o mesmo valor das simples.

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